Preciso dividir a experiência que eu e minha amiga Joelma (nome
fictício) tivemos ontem. A noite começou por volta da 1 hora da
madrugada, quando finalmente decidimos aonde iríamos. A idéia
original era entrarmos em um bar, assistir um show e encher a cara.
O bar estava lotado, entramos, ficamos cerca de 10 minutos e logo
saímos porque eu insisti. Decidimos então ir para um outro bar, um
pouco menos conhecido, portanto, “habitável”. Chegamos
lá, pedimos uma Heineken, fumamos um cigarro, nos entediamos e
tomamos uma tequila. Depois dessa tequila veio outra, um uísque com
energético, mais uma cerveja... e a noite seguiu entre doses de
destilados e garrafas de fermentados (sim, nós bebemos muito). Eis
então que Joelma reparou que os três “homens” (nada
bonitos) que estavam sentados na mesa ao lado estavam olhando para
nós, mas em especial um deles, que segundo Joelma estava quase
quebrando o pescoço tentando nos olhar. A noite foi seguindo, o bar
estava fechando (2 a.m.), o garçom já havia ido para casa, o dono
estava ficando tenso e (apenas) nós cinco continuávamos lá; eu,
Joelma e os três caras da mesa ao lado. Decidi então tomar o
primeiro passo já que os caras pareciam não saber como fazer isso,
e perguntei: - aonde vocês vão agora? O menino, moço, sei lá,
(indivíduo enfim) ficou completamente apavorado e não conseguiu
responder por uns 40 segundos, e por fim ele disse: - para casa!
Não lembro exatamente o que falei, mas comentei que era cedo para
ir para casa, e, naquela situação apavorante para os meninos (de 20
e poucos anos), eles levantaram e seguiram em direção ao caixa para
pagar a conta. Restávamos eu e Joelma, que decidimos fazer o mesmo.
Lá fora Joelma e eu (carona) entramos no carro, olhamos para o lado
e lá estavam os moços, dentro de um carro caindo aos pedaços. Então
eles aceleraram, passaram por nós e gritaram: - ta louca pra dar
hein? CALMA AÍ!!! AGORA ME EXPLICA!! Como?? Como aqueles babacas
que não pegam nem gripe pensam que tem moral para falar isso? Não
tenho dúvidas de que os três foram para casa bater uma punheta e
chupar o dedo (não sei se fizeram isso juntos, mas prefiro
acreditar que cada um bateu sua própria punheta). Seguindo o baile,
voltamos para o bar do plano original, aquele que estava lotado, e
rimos, rimos muito da cara deles. Lá dentro nos deparamos com uma
série de eventos sinistros que não tenho certeza se posso contar,
mas vou contar aqueles que marcaram a noite, até para termos um
registro do acontecido. Homens desesperados por afeto tentavam nos
agarrar, enquanto isso, nós fazíamos de conta que éramos um casal
de lésbicas. Em especial gostaria de destacar que fui agarrada pelo
namorado (locutor de uma rádio daqui) de uma garota que se acha
muito elegante, gostosa, fashion e etc. Posso dizer que me sinto
orgulhosa de ter sido “pivô” do chifre que ela levou.
Joelma e eu decidimos ir até a sacada do bar para tomarmos um
“ar”. O segurança (que deveria medir quase 3 metros)
pediu para sairmos de lá, pois “a sacada estava
fechada” teoricamente. Flertamos um pouco com ele e
conseguimos ficar na sacada (homens são tão idiotas, eles sempre
acreditam que estamos “afins” deles, quando na maioria
das vezes, estamos apenas os usando para conseguir alguma coisa).
Reparamos que um “malandrinho” (esse então não passava
de 1,50cm) se aproximava rapidamente. O segurança não deixou ele
ficar, mas mesmo assim o malandrinho deu um jeito e ficou, ficou
ali nos perturbando até que entramos novamente no bar. Enquanto
isso o segurança que estava ali ao nosso lado concordava com as
minhas mentiras, eu dizia ao malandrinho que estava casada com o
segurança e tinha uma filha com ele, e o segurança (tanso) me
chamava de amor! (ahahaha) Um tempo depois fomos embora e
encontramos esse cara lá fora, na frente do bar, ele nos disse que
havia sido expulso do bar por nossa causa, porque reclamamos para o
segurança, mas ele realmente estava INCOMODANDO com (I). (Não
precisamos reclamar, pois o segurança mesmo viu.) Ele estava com um
amigo, bonito que só vendo para acreditar (ahahaha), e além de todo
aquele charme e beleza o cara estava de bicicleta!!!!! Ta, concordo
que andar de bicicleta faz bem para o planeta e etc, mas quem, qual
ser humano iria para uma festa de bicicleta? (Especialmente em uma
cidade tão fria quanto a nossa). E se ele conhecer uma menina
(duvido muito) e quiser ir com ela para um motel ou qualquer outro
lugar, como FAZ? Conversa vai, conversa vem, descobrimos que a
bicicleta era do malandrinho, e o amigo lindo estava apenas
“andando” com ela. Eis que o cara (o malandrinho) tem a
coragem de nos convidar para irmos à casa dele. Então eu disse que
não iríamos, pois ele não teria dinheiro para nos pagar, disse
também que eu era garota de programa e Joelma cafetona. O poder de
persuasão do cara deixou a desejar, mas a parte engraçada vem a
seguir: ELE TEVE A CARA DE PAU DE DIZER QUE IRIA PEDIR DINHEIRO
PARA A MÃE DELE PARA NOS PAGAR. Perguntamos o que ele faria com a
bicicleta, ele respondeu dizendo que ERA PARA COLOCARMOS A
BICICLETA NO CARRO. Saímos de lá, por volta de umas 6:30 a.m.,
demos uma volta, agitamos mais um pouco, e NÃO SEI por qual motivo,
razão ou circunstância decidimos voltar! O malandrinho e sua
bicicleta ainda estava lá, além de fantasmas de ex namorados e
muitas pessoas bêbadas. O malandrinho aproximou-se do carro, e
ficou tentando convencer Joelma de que deveríamos ir até a casa
dele, e dessa vez além do amigo lindo, ele trouxe um traficante que
ficou nos oferecendo drogas em troca de sexo! Ele dizia que daria
uma linha de “droga” (não vamos citar qual) para
cheirarmos e depois decidiríamos se o “bagulho era
bom”,; palavras dele. Se a droga fosse boa teríamos que ir
transar com eles, e se não fosse estávamos liberadas. Lógico que
não experimentamos o pó de lâmpada do cara e muito menos
satisfazemos as vontades deles. Como se não bastasse tudo que
aconteceu na noite, ainda faltava essa, um traficante nos
oferecendo droga às 7 da manhã! Depois de rirmos muito, encerramos
a noite às 8 horas da manhã, na minha casa, comendo sanduíches e
ovos cozidos na água!!!